Maria Aparecida Giacomini Dóro
Silencio meu coração para melhor ouvir-te...
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Não quero amor... Rabindranath Tagore
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2011
Tamanho: 983 KB
Formato: PPS
Sinopse:
NÃO QUERO AMOR... Não quero amor que não saiba se controlar. Desses que - como o vinho - parte seu vaso, espumoso, e se derrama, e se desperdiça num instante. Dá-me esse amor fresco e puro como a chuva, que abençoa a terra sedenta e preenche as tinas do lar. Amor que cale, baixando até seu centro - a vida - e ali se estenda, como seiva invisível, até os ramos das arvores de sua existência e faça nascer flores e frutos. Dá-me esse amor que conserva tranquilo o coração, na plenitude da Paz! Rabindranath Tagore

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
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Súplica - Miguel Torga
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2010
Tamanho: 1 MB
Formato: PPS
Sinopse:
Agora que o silêncio é um mar sem ondas, E que nele posso navegar sem rumo, Não respondas Às urgentes perguntas Que te fiz. Deixa-me ser feliz Assim, Já tão longe de ti como de mim. Perde-se a vida a desejá-la tanto. Só soubemos sofrer, enquanto O nosso amor Durou. Mas o tempo passou, Há calmaria... Não perturbes a paz que me foi dada. Ouvir de novo a tua voz seria Matar a sede com água salgada.

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A verdade dividida - Carlos Drummond de Andrade
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2010
Tamanho: 1021 KB
Formato: PPS
Sinopse:
A porta da verdade estava aberta mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só conseguia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia os seus fogos. Era dividida em duas metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era perfeitamente bela. E era preciso optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

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Única dádiva - Gabriel Mariano
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2010
Tamanho: 513 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Os engajadores levaram a nossa única dádiva e já ninguém devolve o que nos foi roubado. Longa é a ladeira que a fome alonga. Enquanto eu vivo as perguntas duram E eu vivo da fome interrogativamente. Longa é a ladeira que a fome alonga. Como podem ladrões rondar meus olhos se amor só meus olhos tem? Longa é a ladeira que a fome alonga terralonginquamente

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É urgente o Amor - Eugénio de Andrade
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Tamanho: 585 KB
Formato: PPS
Sinopse:
É urgente o amor. É urgente um barco no mar. É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas. É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras. Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer. É urgente o amor, é urgente permanecer.

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As palavras - Eugénio de Andrade
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2010
Tamanho: 1 MB
Formato: PPS
Sinopse:
São como um cristal, as palavras. Algumas, um punhal, um incêndio. Outras, orvalho apenas. Secretas vêm, cheias de memória. Inseguras navegam: barcos ou beijos, as águas estremecem. Desamparadas, inocentes, leves. Tecidas são de luz e são a noite. E mesmo pálidas verdes paraísos lembram ainda. Quem as escuta? Quem as recolhe, assim, cruéis, desfeitas, nas suas conchas puras?

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Roteiro - Sidónio Muralha
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2010
Tamanho: 633 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Parar. Parar não paro. Esquecer. Esquecer não esqueço. Se caráter custa caro pago o preço. Pago embora seja raro. Mas homem não tem avesso e o peso da pedra eu comparo à força do arremesso. Um rio, só se for claro. Correr, sim, mas sem tropeço. Mas se tropeçar não paro - não paro nem mereço. E que ninguém me dê amparo nem me pergunte se padeço. Não sou nem serei avaro - se caráter custa caro pago o preço.

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Paz - Natália Correia
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Tamanho: 443 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Irreprimível natureza exata medida do sem-fim não atinjas outras distâncias que existem dentro de mim. Que os meus outros rostos não sejam o instável pretexto da minha essência. Possam meus rios confluir para o mar duma só consciência. Quero que suba à minha fronte a serenidade desta condição: harmonia exterior à estátua que sabe que não tem coração.

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O sonho - Clarice Lispector
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 904 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Sonhe com aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. Clarice Lispector

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Poema aos Amigos
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 2 MB
Formato: PPS
Sinopse:
Não posso dar-te soluções Para todos os problemas da vida, Nem tenho resposta Para as tuas dúvidas o temores, Mas posso ouvir-te E compartilhar contigo. ...

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Excertos... Khalil Gibran
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 508 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Nunca a aurora nos encontra onde o poente nos deixou. Mesmo quando a Terra dorme, nós viajamos. Somos a semente de uma planta tenaz e quando amadurecemos e atingimos a nossa plenitude de coração é que o vento se apodera de nós e nos espalha! Na verdade, todas as coisas se movem dentro de nós num constante meio aperto, as desejadas e as receadas, aquelas que nos repugnam e aquelas que nos atraem, aquelas de que fugimos e aquelas que procuramos. Essas coisas movem-se dentro de nós como luzes e sombras, como pares estritamente unidos. E quando a sombra se desvanece e se dissipa, a luz que se demora torna-se a sombra de outra luz. E dessa forma, quando a nossa liberdade perde os seus entraves, torna-se um entrave para uma liberdade maior. (Kahlil Gibran)

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Ausência - Galeano
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 2 MB
Formato: PPS
Sinopse:
Quando a imagem emerge das águas do revelador e a luz se fixa em sombra para sempre, há um instante único que se solta do tempo e se converte em sempre. Estas fotos sobreviverão a seus protagonistas e a seu autor, para dar testemunho da nua verdade do mundo e de seu oculto fulgor. A câmera de Salgado se move na violenta escuridão buscando luz, caçando luz. A luz cai do céu ou sobe de nós? Nas fotos, esse instante de luz presa, essa faísca, nos revela o que não se vê, ou o que se vê mas não se nota: uma presença despercebida, uma poderosa ausência. Ela nos avisa que a dor de viver e a tragédia de morrer escondem, em seu interior, uma poderosa magia, um luminoso mistério que redime a aventura humana no mundo. (GALEANO, 1997, p.20)

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Travessia - Fernando Pessoa
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 478 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. Fernando Pessoa

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A estrada não trilhada - Robert Frost
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 903 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se, mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria. Assim, por longo tempo eu ali me detive, e um deles observei até um longe declive no qual, dobrando, desaparecia... Porém tomei o outro, igualmente viável, e tendo mesmo um atrativo especial, pois mais ramos possuía e talvez mais capim, embora, quanto a isso, o caminhar, no fim, os tivesse marcado por igual. E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos de folhas que nenhum pisar enegrecera. O primeiro deixei, oh, para um outro dia! E, intuindo que um caminho outro caminho gera, duvidei se algum dia eu voltaria. Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro, nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa: a estrada divergiu naquele bosque – e eu segui pela que mais ínvia me pareceu, e foi o que fez toda a diferença.

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Se me é negado o amor - Rabindranath Tagore
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 595 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Se me é negado o amor, por que, então, amanhece; Por que sussurra o vento do sul entre as folhas recém nascidas? Se me é negado o amor, por que, então, A noite entristece com nostálgico silêncio as estrelas? E por que este desatinado coração continua, Esperançado e louco, olhando o mar infinito? Rabindranath Tagore

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Flor de Lótus - Rabindranath Tagore
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 708 KB
Formato: PPS
Sinopse:
No dia em que a flor de lótus desabrochou A minha mente vagava, e eu não a percebi. Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida. Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim. Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro De um perfume no vento sul. Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade. Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se. Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim Que ela era minha, e que essa perfeita doçura Tinha desabrochado no fundo do meu coração. (Rabindranath Tagore)

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Minha canção - Rabindranath Tagore
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 2 MB
Formato: PPS
Sinopse:
Minha canção te envolverá com sua música, como os abraços sublimes do amor. Tocará o teu rosto como um beijo de graças. Quando estiveres só, se sentará a teu lado e te falará ao ouvido. Minha canção será como asas para os teus sonhos e elevará teu coração até o infinito. Quando a noite escurecer o teu caminho, minha canção brilhará sobre ti como a estrela fiel. Se fixará nos teus lindos olhos e guiará teu olhar até a alma das coisas. Quando minha voz se calar para sempre, minha canção te seguirá em teus pensamentos...

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Canção da Inocência - William Blake
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 941 KB
Formato: PPS
Sinopse:
A tocar minha flautinha pelo vale viridente, vi nas nuvens uma criança que me disse, sorridente: “Toque a canção de um Cordeiro!” E eu toquei com alegria. “Flautista, toque outra vez”, e chorava, enquanto ouvia. “Deixe a flauta, a alegre flauta; cante canções de alegria”. Toquei o mesmo outra vez e a vi chorar quando ouvia. “Flautista, sente-se e escreva num livro, que o mundo leia.” E então desapareceu, e um caniço eu apanhei, e fiz dele a minha pena, e turvei as águas mansas, e escrevi canções felizes para alegrar as crianças

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Amo a beleza de ti que ignoras - Francisco Chagas
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 682 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Deixas florescer a criança que em ti carregas. Por que não permites desfrutar do amor meigo? Teu amor é algoz, possessivo e exigente. Teu amor machuca e rouba meus élans de ternura Amo a beleza de ti que ignoras. “Você diz que ama as flores e as corta. Você diz que ama os pássaros e os prende em gaiola. Quando você declara “Eu te amo”, eu sinto medo”. (Jaques Prévert) O amor belo comporta as demandas dos sentimentos, sem tragar a singeleza. O amor atua no espaço permitido, nas necessidades do amante, gerado de uma fonte inesgotável. É apetitoso, lúdico. O amor não é destruidor, mas cresce na medida em que é gasto. Amo a beleza de ti que ignoras, porque o amor é dom.

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Leveza - Cecília Meireles
Autoria: Maria Aparecida Giacomini Dóro
Ano: 2009
Tamanho: 440 KB
Formato: PPS
Sinopse:
Leve é o pássaro: e a sua sombra voante, mais leve. E a cascata aérea de sua garganta, mais leve. E o que lembra, ouvindo-se deslizar seu canto, mais leve. E o desejo rápido desse mais antigo instante, mais leve. E a fuga invisível do amargo passante, mais leve.

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