Portal do Silêncio
Silencio minha mente, abro o meu coração para melhor te escutar. Maria Aparecida Giacomini D'Oro
Textos

Ser, simplesmente, ser...

 

Trago no peito marcas —

marcas de correntes,

armadilhas camufladas

de um passado hostil.

 

Trago nos punhos marcas —

marcas de algemas,

prisões impostas

por uma sociedade vil.

 

Trago na mente crenças,

no coração, preconceitos:

invisíveis cárceres

que aceitei sem questionar.

 

Trago — carente — na alma

minha criança interior,

sedenta de amor,

de liberdade e lar.

 

Sonhos? Distantes.

Dores? Presentes.

Amores? Ausentes.

Esperança? Meu tudo e meu nada.

 

Correntes, correntes... algemas.

Humanidade refém de si mesma,

buscando liberdade

onde talvez não haja.

 

E eu? Cansei.

Atalhos? Não levam a lugar algum.

Não, já não quero mais

trilhar veredas comuns.

 

Devolva-me

o que me é de direito:

ser amada, ser aceita,

ser, simplesmente, ser.

Maria Aparecida Giacomini D Oro
Enviado por Maria Aparecida Giacomini D Oro em 09/01/2007
Alterado em 11/08/2026
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